Discurso da Dra. Cinthia na Assembléia Legislativa

Prezada Deputada Estadual Lisiane Bayer, Vice presidente da Assembléia Legislativa

Sr. Mauro Silva Antunes, representante da Associação de pacientes Rim Viver de Caxias do sul

Dr. Flávio Borges, diretor executivo da Fehosul,

Sr Lúcia Elbern, Ong Via Vida

Dr. Valter Garcia, representando a Sociedade Gaucha de Nefrologia

Dr. Paulo Barcellos, representando a Unicred Brasil

 

Amigos, colegas e  familiares

Me sinto muito orgulhosa de receber esta honraria nesta casa do povo.

A nefrologia, que se dedica a tratar portadores de doenças renais, tem passado por dificuldades para manter-se como especialidade.

Por incrível que possa parecer, pacientes existem e muitos. Hoje no Brasil, 1 em cada 10 brasileiros tem doença renal; 110.000 brasileiros encontram-se em hemodiálise no momento, cerca de 6000 pacientes somente no RS.

Em 2006 chegou-se a falar que existia uma “epidemia de doença renal” justamente para alertar que as doenças crônicas como HAS, DM associado a obesidade, tem aumentado no mundo todo e consequentemente as renais crônicas.

Desde 2006 o mundo aderiu a campanha do chamado Dia Mundial do rim, que é sempre na 2ª quinta feira do mês de março, onde em cadeia mundial um alerta efeito para a população tentando prevenir e retardar a doença renal crônica. Nós, aqui no RS desde a primeira campanha participamos. Toda nefrologia é parceira da causa.

Hoje, 9 de março, 2 ª quinta feira é o Dia Mundial do Rim.

Os nefrologistas têm se consagrado pelo interesse nos seus pacientes, principalmente com a difusão de medidas de identificação da doença renal e medidas de prevenção. É quando fazemos nosso papel de responsabilidade social.

O Parque Farroupilha, conhecido como brique da Redenção em POA, tem sido o palco para esta atividade ao público.

Dois Foruns em defesa do tratamento integral do paciente renal crônico foram realizados no Cremers, nos últimos 4 anos, visando auxiliar nossos gestores com medidas que garantam tratamento aos pacientes, além de iluminação de prédios históricos de POA, iluminação de clubes, participação de artistas que auxiliam na divulgação.

Porque um dia Estadual do Rim? Já tem o Mundial!

Vivemos num país de disparidades imensas, portarias e resoluções que regulamentam serviços, redes, porém de difícil aplicação. Idéias boas sem recursos para a implantação e causando confusões nas fiscalizações. Acreditem que nos últimos dois anos tivemos 4 fechamentos de clinicas no RS, enquanto no norte e nordeste pacientes acorrentam-se em máquinas para garantirem suas diálises ou permanecem meses internados para esta mesma garantia. Clínicas de POA que não ganharam alvará por inadequação de área física estão para fechar mesmo sem problemas aos pacientes porém não preenchem quesitos da área física. A desassistência está sempre pairando.

Após este panorama triste da especialidade a Sociedade Gaúcha de nefrologia entendeu que deveríamos ter um dia Estadual do Rim.

O dia mundial do rim já existe para alertar a comunidade. Porque o dia estadual do rim? Um dia de reflexão.

Não só alertar a comunidade mas dar um tempo e discutir com nossos órgãos de classe, legislativo. médicos, pacientes formas de garantir a continuidade e a inclusão de pacientes ao tratamento indicado e devido.

Agradecemos imensamente a deputada Lisiane Bayer, que desde o início nos acompanha na luta pelos pacientes e inclusive incluiu no calendário do RS o Dia estadual do rim (dia 12 de março) garantindo que tenhamos sempre um momento de reflexão e com isto uma tentativa de melhoria na qualidade do atendimento do renal crônico.

Aqui exercemos nosso papel social além de sermos médicos por vocação que necessitam vincular-se ao paciente de forma efetiva e afetiva, acostumar-se ao desconforto de tratamentos crônicos de 4 horas 3x semana, angústias de pacientes, familiares e constantemente atualizar-se. Exige estudo continuado para o resto da vida assim como investimento constante.

Uma solenidade semelhante está sendo realizada no Senado Nacional hoje, pela manha onde temos também representantes do RS e do Brasil todo com o mesmo objetivo, capitaneado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e ABCDT.

Como vice-presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia em nome de todos assim como da SGN agradecemos este momento e podem contar que continuaremos sempre disponíveis à solidariedade.

familia e lisiane medalha