Prof. Dr. Rogério B. de Paula

 

A obesidade tem aumentado de modo alarmante nas últimas décadas. Em 2006 o percentual de indivíduos obesos em nosso país era de 11,0% da população adulta, valores que se elevaram para 17,9%, em menos de 10 anos. Se considerarmos também os brasileiros com sobrepeso, mais da metade da nossa população apresenta excesso de peso corporal, o que corresponde a cerca de 58 milhões de brasileiros. Ainda mais preocupante é a observação cada vez mais frequente de obesidade em crianças e adolescentes.

Do ponto de vista prático classifica-se a obesidade pelo índice de massa corporal (IMC), bastando dividir o peso em Kg pelo quadrado da altura em metros (m2). Considera-se normal um IMC entre 20 e 25; sobrepeso entre 25 e 30 e, obesidade quando acima de 30 Kg/m2. Assim, um indivíduo com peso igual a 90 Kg e com altura igual a 1,7 metros, teria o seguinte IMC: 90 Kg dividido por 2,89 m2  =  31,1 Kg/m2, compatível portanto com obesidade.

Mas por que devemos nos preocupar com a obesidade? Seria essa preocupação apenas uma questão estética?

A resposta é não. Devemos nos preocupar com a obesidade pelo fato de que esta se associa a uma série de problemas graves de saúde.  Sabe-se que a obesidade está relacionada a diversos tipos de câncer, a problemas ortopédicos, a varizes de membros inferiores e, em especial, com o desenvolvimento de diabetes do adulto (tipo 2) e com hipertensão arterial ou pressão alta.

A importância da obesidade no surgimento de hipertensão é facilmente entendida quando comparamos o percentual de adultos hipertensos em nosso país (aproximadamente 32% da população), com indivíduos obesos, quando esse número se eleva para cerca de 70%. Observa-se, portanto, que 7 em 10 obesos têm pressão alta. Por outro lado, o emagrecimento leva a importante redução da pressão arterial, de modo que para cada 10 Kg de peso corporal perdidos, ocorre  significativa redução da pressão arterial e consequentemente menor necessidade de uso “remédios para a pressão”. Além  disso, a glicemia (glicose de jejum) reduz, ocorre aumento da capacidade para realizar exercícios físicos, melhora a auto estima, entre outros benefícios.

Portanto, a prevenção e o combate à obesidade constituem armas poderosas na prevenção da hipertensão e de suas complicações como o infarto, o derrame, o diabete e a insuficiência renal. Assim, todos nós, profissionais da área de saúde ou não, devemos assumir a responsabilidade de nos envolver nessa tarefa como forma de buscarmos uma vida saudável e com melhor qualidade. Neste sentido, listamos abaixo algumas dicas fornecidas pelo Ministério da Saúde, para a perda de peso.

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