O Censo Brasileiro de Diálise da Sociedade Brasileira de Nefrologia consolidou-se, ao longo de 25 anos, como uma das principais ferramentas epidemiológicas da nefrologia nacional. Mais do que apresentar números sobre pacientes em terapia renal substitutiva, o levantamento tornou-se essencial para orientar políticas públicas, planejamento assistencial e negociações relacionadas ao financiamento da diálise no Brasil.
Os dados mais recentes mostram crescimento contínuo da população em diálise crônica no país. Segundo o Censo Brasileiro de Diálise 2025, o Brasil ultrapassou a marca estimada de 173 mil pacientes em tratamento dialítico, com aumento expressivo na prevalência da doença renal crônica avançada nos últimos anos e maior demanda por serviços especializados O estudo também evidenciou mudanças importantes no perfil terapêutico, incluindo expansão da hemodiafiltração e desafios persistentes relacionados ao acesso vascular, anemia e distúrbios metabólicos.
Além do tradicional Censo Anual de Diálise, a SBN vem ampliando sua atuação em registros clínicos nacionais que ajudam a compreender diferentes cenários da nefrologia brasileira. Entre eles está o Registro Brasileiro Mensal de Diálise, criado para acompanhar indicadores assistenciais de forma mais dinâmica e contínua, permitindo análises mais próximas da realidade dos serviços.
Outro destaque é o Registro Brasileiro de Covid-19 em Diálise, desenvolvido durante a pandemia para monitorar desfechos clínicos em uma população altamente vulnerável. A iniciativa gerou dados relevantes para orientar protocolos de segurança e estratégias de vacinação.
A sociedade também mantém o REBRABO, o Registro Brasileiro de Biópsias Ósseas, voltado à avaliação das alterações ósseas relacionadas à doença renal crônica.
Na área das doenças raras e glomerulares, o Registro Brasileiro de Glomerulopatias vem ganhando relevância científica ao reunir informações clínicas, histológicas e evolutivas de pacientes acompanhados em diferentes regiões do país. Já os registros relacionados à injúria renal aguda e ao uso de membranas PMMA ampliam o monitoramento de situações específicas da prática nefrológica.
Para especialistas, esses bancos de dados representam um patrimônio científico da nefrologia brasileira e reforçam a importância da participação ativa dos centros de diálise e serviços de nefrologia em todo o país.
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