SBN investe na capacitação da Atenção Primária para ampliar o diagnóstico precoce das doenças renais

A identificação precoce da Doença Renal Crônica (DRC) continua sendo um dos maiores desafios da saúde pública. Como grande parte dos pacientes permanece sem sintomas nas fases iniciais da doença, a capacitação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) torna-se uma estratégia essencial para reduzir diagnósticos tardios e melhorar o cuidado oferecido à população.

Com esse objetivo, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) desenvolve o programa SBN na Atenção Primária à Saúde, iniciativa voltada à atualização científica de médicos e demais profissionais que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto promove encontros presenciais que combinam palestras, discussão de casos clínicos e troca de experiências, aproximando a nefrologia da rotina da atenção básica.

A 12ª edição do programa foi realizada recentemente em Vitória (ES), reunindo profissionais de diferentes municípios capixabas para discutir temas como prevenção, estratificação de risco, diagnóstico precoce, acompanhamento clínico e encaminhamento adequado de pacientes com doença renal crônica. A programação também abordou a aplicação prática das recomendações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, fortalecendo a integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde.

A iniciativa reforça que o cuidado renal começa muito antes da necessidade de diálise ou transplante. Pessoas com hipertensão arterial, diabetes, obesidade, idade avançada ou histórico familiar da doença devem ser acompanhadas de forma contínua, permitindo intervenções precoces capazes de retardar a progressão da DRC e preservar a função dos rins.

Ao investir na qualificação dos profissionais da APS, a SBN contribui para que mais pacientes sejam identificados nas fases iniciais da doença, quando as medidas preventivas apresentam maior impacto. Além de promover atualização científica, o programa fortalece a integração entre especialistas e equipes da atenção básica, favorecendo uma assistência mais resolutiva, baseada em evidências e centrada nas necessidades da população.

 

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