A decisão foi tomada após análise dos riscos associados ao produto, que pode causar complicações graves, como inflamações crônicas, infecções, necroses, deformidades e até insuficiência renal.
A decisão também está alinhada ao posicionamento histórico da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), que há anos alerta para os potenciais riscos associados ao uso do PMMA, incluindo complicações sistêmicas e acometimento renal.
Em 2023, a SBN, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPCP), elaborou uma nota técnica conjunta sobre o tema, destacando as preocupações relacionadas à segurança da substância. Na sequência, as duas entidades criaram um Registro institucional destinado ao acompanhamento de casos de acometimento renal associados ao uso de PMMA, contribuindo para a geração de evidências e para a conscientização da comunidade médica. Este registro teve seus resultados apresentados no Congresso Brasileiro de Nefrologia de Salvador em 2024.
A atuação da SBN também esteve presente nas discussões regulatórias sobre o tema. Entre 2024 e 2026, representantes da Sociedade participaram de reuniões promovidas pelo CFM, defendendo a adoção de medidas restritivas em razão dos riscos já documentados na literatura científica e observados na prática clínica.
▶️ Assista ao pronunciamento do presidente do CFM e saiba mais sobre a resolução.
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